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Plano de Saúde PME: principais vantagens para pequenas e médias empresas

26 de set.
8 min de leitura

Atualizado: 28 de set.

Contratar um plano de saúde PME deixou de ser apenas um benefício adicional. Para muitas pequenas e médias empresas, oferecer assistência médica aos colaboradores é uma estratégia para atrair e reter talentos, reduzir a rotatividade, melhorar a experiência dos funcionários e tornar o pacote de benefícios mais competitivo.


Mas como escolher um plano de saúde para pequenas empresas sem comprometer o orçamento?


A resposta não está simplesmente em encontrar o plano mais barato. É preciso avaliar o perfil dos colaboradores, o setor de atuação, a localização da empresa, a rede credenciada, as coberturas, a coparticipação, as regras de carência e a forma como os reajustes podem afetar o orçamento nos próximos anos.


Neste artigo, você vai entender as principais vantagens do plano de saúde empresarial, como funciona o modelo PME e quais critérios devem ser considerados antes de contratar.



O que é um plano de saúde PME?

O plano de saúde PME é uma modalidade de plano coletivo empresarial voltada para empresas de menor porte, embora os critérios de elegibilidade e quantidade mínima de vidas possam variar conforme a operadora e o produto.


Diferentemente de um plano individual ou familiar, o contrato empresarial está relacionado à empresa e aos vínculos elegíveis previstos na regulamentação e no contrato.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) classifica o plano coletivo empresarial como aquele contratado pela empresa para pessoas vinculadas à pessoa jurídica, como empregados e outros beneficiários elegíveis conforme as regras aplicáveis.


Na prática, isso permite que uma empresa escolha uma solução de saúde considerando o perfil coletivo da equipe, em vez de contratar planos individualmente para cada funcionário.



Quais são as principais vantagens do plano de saúde empresarial?

As vantagens podem variar conforme o contrato, a operadora e o perfil da empresa. Entretanto, existem benefícios que fazem do plano empresarial uma ferramenta importante de gestão de pessoas.


1. Ajuda a atrair e reter talentos

Benefícios corporativos têm peso cada vez maior na decisão de profissionais.


Uma empresa que oferece assistência médica pode se tornar mais competitiva na contratação de pessoas, principalmente em setores nos quais existe disputa por profissionais qualificados.


O benefício também pode contribuir para a retenção. Quando o funcionário percebe valor no pacote oferecido pela empresa, o custo de trocar de emprego pode ser maior do ponto de vista financeiro e de benefícios.


Exemplo: uma empresa de tecnologia com 15 colaboradores pode utilizar um plano de saúde PME como parte do pacote de remuneração, ajudando a competir com empresas maiores que oferecem benefícios mais robustos.


2. Melhora a percepção de valor do pacote de benefícios

Salário não é o único componente da remuneração.


Plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, vale-alimentação e outros benefícios podem aumentar a percepção de valor que o colaborador tem da empresa.


Para uma PME, isso é especialmente importante porque nem sempre é possível competir com grandes empresas apenas por salário.



3. Pode contribuir para reduzir o absenteísmo

O acesso mais organizado a consultas, exames e acompanhamento médico pode facilitar a prevenção e o tratamento de problemas de saúde.


Isso não significa que o plano de saúde eliminará afastamentos ou faltas, mas pode fazer parte de uma política mais ampla de saúde e bem-estar.


Empresas que combinam assistência médica com ações preventivas, orientação aos colaboradores e acompanhamento de indicadores conseguem transformar o benefício em uma ferramenta de gestão.


4. Permite escolher uma solução compatível com o orçamento

Um dos principais diferenciais do plano de saúde para empresas é a possibilidade de estruturar o benefício de acordo com a realidade financeira do negócio.


A empresa pode avaliar, por exemplo:

  • abrangência regional ou nacional;

  • acomodação em enfermaria ou apartamento;

  • rede credenciada;

  • hospitais e laboratórios de preferência;

  • cobertura ambulatorial e hospitalar;

  • inclusão de obstetrícia, quando aplicável;

  • atendimento de urgência e emergência;

  • serviços digitais e telemedicina;

  • participação financeira dos colaboradores;

  • plano com ou sem coparticipação.


O objetivo é encontrar equilíbrio entre qualidade assistencial e custo mensal.



Plano de saúde PME ou plano empresarial: existe diferença?

É importante ter cuidado com essa nomenclatura.


No mercado, "PME" costuma ser utilizado para identificar produtos destinados a pequenas e médias empresas. Já "empresarial" pode ser utilizado de maneira mais ampla para planos coletivos contratados por empresas.


Portanto, não basta olhar o nome comercial do produto.

Antes da contratação, a empresa deve verificar:

  1. quantidade mínima de vidas;

  2. critérios de elegibilidade;

  3. documentação exigida;

  4. abrangência geográfica;

  5. rede credenciada;

  6. regras de inclusão e exclusão;

  7. carências;

  8. coparticipação;

  9. reajuste;

  10. condições de cancelamento e renovação.

  11. Outros detalhes, consulte aqui.

Esses fatores podem variar significativamente entre operadoras.



Quais coberturas avaliar em um plano de saúde para pequenas empresas?

Não existe uma única configuração ideal para todas as empresas.


Uma indústria, uma empresa de tecnologia e um escritório de contabilidade, por exemplo, podem ter necessidades completamente diferentes.


  • Cobertura regional

Pode ser interessante para empresas cujos colaboradores vivem e trabalham concentrados em uma determinada cidade ou região.


A vantagem potencial é reduzir o custo em comparação com uma rede de abrangência mais ampla.


  • Cobertura nacional

Pode fazer sentido para empresas com colaboradores em diferentes estados, equipes comerciais que viajam ou profissionais que trabalham de forma híbrida ou remota.


Nesse caso, é importante verificar se a rede disponível realmente atende às regiões onde os colaboradores estão.



  • Rede credenciada

Preço não deve ser analisado isoladamente.


Um plano aparentemente barato pode deixar de ser vantajoso se não possuir os hospitais, laboratórios e médicos que os colaboradores utilizam.


Por isso, antes de contratar, vale criar uma lista com os principais prestadores utilizados pela equipe e verificar quais operadoras os atendem.

Regra prática: primeiro defina a rede mínima desejada; depois compare preços.



Plano com ou sem coparticipação: qual escolher?

A coparticipação é um dos principais mecanismos utilizados para ajustar o custo do plano.

No modelo com coparticipação, o beneficiário participa financeiramente de determinados procedimentos utilizados, conforme as regras estabelecidas no contrato.


Já no modelo sem coparticipação, a empresa e/ou beneficiário não possui essa cobrança por utilização nos moldes previstos para o produto. Consulte o comparativo.



Quando a coparticipação pode fazer sentido?

Pode ser interessante para empresas que desejam reduzir a mensalidade e, ao mesmo tempo, manter uma boa estrutura de assistência médica.

Porém, é fundamental analisar o comportamento esperado de utilização.


Uma empresa com funcionários que utilizam frequentemente consultas, exames e terapias pode ter um resultado diferente de outra com utilização menor.

Por isso, não compare somente a mensalidade.

Compare:

Mensalidade + custo estimado de utilização = custo provável do benefício.



Como calcular o custo-benefício de um plano de saúde PME?

Uma maneira simples de começar é calcular o custo mensal total.

Custo mensal estimado = mensalidades da empresa + participação dos colaboradores + custos previstos de coparticipação

Depois, compare esse valor com os benefícios oferecidos.


Exemplo 1: empresa com 8 vidas

Imagine uma pequena empresa com 8 beneficiários.

A empresa encontra duas alternativas:


Plano A

  • mensalidade maior;

  • sem coparticipação;

  • rede mais ampla.


Plano B

  • mensalidade menor;

  • coparticipação;

  • rede regional.


Se a maioria dos funcionários mora na mesma região e utiliza pouco o plano, o Plano B pode apresentar melhor custo-benefício.

Por outro lado, se a equipe utiliza frequentemente consultas e exames ou precisa de uma rede mais ampla, o Plano A pode fazer mais sentido.


Exemplo 2: empresa com 25 vidas

Com 25 beneficiários, a empresa já possui um grupo maior para analisar padrões de utilização.

Nesse cenário, além do preço, vale observar:

  • faixa etária dos beneficiários;

  • quantidade de dependentes;

  • utilização histórica, se houver plano anterior;

  • rede desejada;

  • coparticipação;

  • reajustes anteriores;

  • possibilidade de migração;

  • condições comerciais oferecidas por diferentes operadoras.

Quanto mais informações a empresa tiver, melhor será a negociação.



Exemplo 3: empresa com 50 vidas

Em grupos maiores, a estratégia de negociação pode mudar.

A ANS estabelece tratamento diferente para contratos coletivos com 30 ou mais beneficiários em relação aos contratos com menos de 30 vidas. Nos contratos com 30 ou mais beneficiários, o reajuste é negociado entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora, conforme as regras aplicáveis.

Isso significa que empresas que atingem esse patamar devem olhar para o contrato também como uma questão de gestão de risco e negociação, e não apenas como uma despesa mensal.



Como funcionam as carências no plano de saúde PME?

Esse é um dos pontos que mais merecem atenção durante a contratação.

Segundo a ANS, em planos coletivos empresariais com até 29 beneficiários, pode haver aplicação de carência. Nos contratos com 30 ou mais beneficiários, há regra de isenção de carência para beneficiários que ingressarem em até 30 dias da celebração do contrato ou da vinculação à empresa, observadas as condições regulamentares.


Por isso, não é correto afirmar que todo plano empresarial possui carência zero.

A existência ou não de carência depende, entre outros fatores, do número de beneficiários e das condições do contrato.



É possível negociar carência?

Em determinadas situações comerciais, operadoras podem oferecer condições diferenciadas, redução ou isenção de carências, conforme o produto e a análise do grupo.


Por isso, uma empresa que já possui plano de saúde não deve simplesmente cancelar o contrato antigo antes de analisar as condições de migração ou substituição.


O ideal é comparar as propostas e negociar previamente as condições de implantação.



E os reajustes? Como a empresa pode controlar os custos?

Esse é um dos pontos mais importantes para o planejamento financeiro.

O reajuste de planos coletivos varia conforme o tipo de contrato e o número de beneficiários. Para contratos coletivos com menos de 30 beneficiários, existe uma sistemática de agrupamento de contratos definida pela ANS. Para contratos com 30 ou mais beneficiários, a negociação do reajuste ocorre entre contratante e operadora, conforme as regras aplicáveis.


A empresa não deve esperar o reajuste chegar para começar a negociar.



Qual plano de saúde é melhor para cada tamanho de empresa?

Não existe uma resposta única, mas podemos estabelecer alguns cenários.

Perfil da empresa

Estratégia que pode fazer sentido

2 a 5 vidas

Priorizar preço, elegibilidade, rede regional e condições de contratação

6 a 15 vidas

Comparar operadoras, rede e coparticipação com atenção ao perfil dos colaboradores

16 a 29 vidas

Analisar utilização, dependentes, rede e impacto futuro dos reajustes

30+ vidas

Dar maior atenção à negociação contratual, reajustes, utilização e gestão do benefício

Equipe nacional

Avaliar abrangência e rede nacional

Equipe regional

Considerar planos regionais com rede adequada

Alta utilização

Avaliar cuidadosamente coparticipação

Baixa utilização

Comparar planos com coparticipação e sem coparticipação

Essa tabela serve como ponto de partida. A escolha definitiva deve considerar as condições comerciais e contratuais disponíveis para cada empresa.



Como a Unionseg pode ajudar sua empresa?

Escolher um plano de saúde PME não deveria ser apenas uma busca por preço.

É necessário entender o perfil da empresa, comparar alternativas e avaliar o impacto financeiro do benefício no médio e longo prazo.


A Unionseg atua com consultoria especializada em planos de saúde e benefícios empresariais, auxiliando empresas na análise de necessidades, comparação de propostas e contratação. A corretora informa trabalhar com diferentes operadoras e oferecer suporte desde a cotação até o pós-venda e gestão do contrato.


Na prática, uma consultoria especializada pode ajudar a empresa a:

  • identificar o perfil de plano mais adequado;

  • comparar cotações de diferentes operadoras;

  • avaliar cobertura e rede credenciada;

  • analisar alternativas com e sem coparticipação;

  • verificar condições de carência;

  • apoiar a negociação comercial;

  • auxiliar no processo de implantação;

  • acompanhar o contrato após a contratação;

  • avaliar oportunidades de redução de custos;

  • apoiar negociações de reajuste.


A Unionseg também destaca o acompanhamento e a reavaliação dos contratos, além do suporte ao RH durante a vigência do benefício.


A Unionseg pode fazer uma análise personalizada do perfil da sua empresa e apresentar cotações comparativas entre operadoras, considerando preço, cobertura, rede credenciada, carência e modelo de coparticipação.

Além da contratação, a consultoria pode acompanhar a empresa no processo de implantação e na gestão do contrato.


Solicite uma cotação de plano de saúde PME e descubra quais opções oferecem o melhor equilíbrio entre custo, cobertura e qualidade para sua equipe.





Banner da UNIONSSEG com escudo e estetoscópio sobre mesa, texto Plano de Saúde PME em escritório iluminado.

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